Desde 2010 com o firme propósito de compartilhar um pouco do nosso acervo com todos os que gostam desse imenso universo automotivo. Aqui temos textos autorais, imagens de nossos arquivos e sempre espaço para aprender mais e divulgar o que temos acesso.
domingo, 27 de novembro de 2022
Catálogo da semana: Linha Chevette 1983
sábado, 12 de novembro de 2022
Catálogo da Semana: Ford Belina L (1979)
sábado, 5 de novembro de 2022
Teste da semana: Chevette Hatch (1979)
Nós já falamos em oportunidades anteriores sobre o lançamento da versão hatch do Chevette; aqui o pessoal costuma chamá-lo de codorna, graças ao desenho da traseira guardar certa semelhança com aquela simpática ave galiforme pertencente ao gênero Coturnix. Não lembro de ver muitos deles na infância, a não ser um inesquecível S/R cujo dono vendia iogurte e sorvete no já distante verão de 1995 e outro bege, das primeiras safras, bastante inteiro e que o proprietário usava para pescar em rios próximos.
A diferença mais óbvia entre a versão hatch é a traseira truncada e o fato de a tampa de trás se abrir junto do vidro (do que resulta no termo "três portas", não muito adequado porque usualmente não se entra pelo carro pelo bagageiro), mas para o novo desenho até o tanque de combustível teve de se mudar para baixo do assoalho, além de outras modificações pontuais e bem importantes.
Não se trata de um carro muito espaçoso (o Uno nada de braçada nesse quesito), mas era valente, ágil e conservava as virtudes (e defeitos) gerais da linha sedã/cupê, como podemos ler da primorosa avaliação que o Paulo Celso Facin - o PCF da nossa querida Motor-3 - feita para edição n. 182 da revista Auto Esporte (edição de dezembro de 1979), com imagens de Saulo Mazzoni:
Pessoalmente, a versão sedã é mais adequada ao uso que geralmente faço do automóvel (pois preciso de porta-malas mais amplo); porém, sempre achei muito interessante o desenho dos hatch de primeira geração (1980-1982) e se pudesse, certamente teria um. S/R, de preferência.
sábado, 29 de outubro de 2022
O Opala SS e o seu diferencial autoblocante (1972)
Não sou da área da engenharia ou da mecânica; sou apenas um entusiasta com uma crônica e incurável curiosidade em melhor conhecer os veículos em seus aspectos históricos, técnicos e dinâmicos. Então, tudo o que se relaciona ao tema automotor tem um espaço nas minhas poucas horas de folga: e assunto e tema pra aprender não faltam!
Dia desses, ao revirar o meu baú, encontrei uma reportagem bastante interessante publicada na edição n. 2 da extinta revista Oficina Quatro Rodas (do bimestre novembro/dezembro de 1972), na qual pude ser uma explicação bastante interessante sobre um dos recursos empregados pelo Opala SS desde o lançamento, o diferencial autoblocante:
sábado, 22 de outubro de 2022
Avaliação da semana: Willys Itamaraty 3000 (1969)
Não temos mais a Ford aqui no Brasil - é notícia velha, bem sei -; porém, em tempos idos, a montadora de origem americana revelava seus grandes planos quando investiu razoável quantia para lançar seu primeiro veículo de passageiros (o Ford Galaxie) e desembolsou outra ainda maior para comprar outra fabricante de origem estadunidense, a Willys-Overland do Brasil (WOB, para os íntimos).
A absorção ocorreu sem muitos traumas e mesmo os veículos de passageiros (exceção feita ao Gordini) se mantiveram em linha, tal como o caso do Itamaraty: versão mais luxuosa da gama Aero Willys, tinha um público fiel a valorizar mais a tradicional durabilidade e um veículo sem grandes surpresas à modernidade do Galaxie, maior e até mais caro. Não se tratou, portanto, de uma "canibalização", mas de uma forma inteligente de atingir vários públicos e manter lucros, este sim o objetivo final de todas as empresas.
O Itamaraty - cujo nome tem origem palacianas, com o acréscimo do "y" em vez do "i", pra parecer mais chic - era bastante sólido e seus defeitos crônicos foram resolvidos paulatinamente. Não era o melhor fazedor de curvas do mercado (e, a rigor, nenhum carro nacional daquele tempo era exemplar em tal quesito), não ganharia recordes de velocidade, mas apresentava um acabamento bom, um motor durável com consumo razoável e ainda mantinha uma certa representatividade no mercado. Um luxo discreto para os low profile daqueles tempos...
E quem pensa que a abosrção da WOB pela Ford lançou os produtos daquela marca ao oblívio, engana-se: a nova gestão deixou os veículos ainda melhores e afinados, num processo de melhorias mecânicas e gestões de custos para melhor o que era possível (a um custo razoável) e mantê-lo no mercado sem passar vergonha alguma. Duvida? Então veja a rápida avaliação que o pessoal da Auto Esporte fez para a edição de fevereiro/1969 e tire as suas próprias conclusões:
A ficha técnica e os resultados do teste não são exatamente empolgantes, mas o consumo em velocidades constantes era bastante razoável para 1969 (apesar de um pouco mais alto do que os 10,75 km/l alcançados pelo Esplanada testado na mesma edição). Para o rico discreto, uma boa opção.
sábado, 15 de outubro de 2022
Avaliação da semana: Passat Surf e Corcel II (1979)
Dia desses estava a lembrar que as fabricantes não são exatamente inovadoras na técnica atual de apresentar um automóvel mais básico e recheá-lo de equipamentos e pequenos confortos para aumentar o preço e maximizar o lucro; um exemplo de tal técnica pode ser o Corcel II: lançado no final de 1977, já como modelo 1978, o médio da Ford foi um sucesso imenso e que poderia ser comprado desde o modelo básico até o mais requintado LDO, com a opção da versão L, a que mais costumava ver nas ruas. Isso sem que nos esqueçamos da versão GT, indisponível para a Belina, e que tinha ares esportivos.
A Volkswagen, igualmente, não agiu diferente para o Passat: desde o modelo Surf até o luxuoso LSE - sem esquecer do muito famoso esportivo TS -, a fábrica oferecia uma diversa gama de produtos a partir do mesmo tipo de carroçaria básica, ideia interessante que permitia a um veículo atingir vários públicos, do jovem que pensava no seu primeiro carro até o comprador que gostaria de um veículo de quatro portas e ar-condicionado (uma versão energeticamente mais eficiente que um Opala, por exemplo), todos poderiam ser atingidos com o mesmo projeto básico.
E por falar em básico, o Corcel standard e o Passat Surf eram os níveis de entrada para quem gostaria de ter um carro novo a um custo um pouco menor. Cada qual tinha a sua proposta, evidentemente, mas ambos tinham seus defeitos e virtudes. Ai você me pergunta: qual o melhor? E eu repasso a pergunta para o Paulo Celso Facin (o PCF da Motor-3) que os avaliou para a edição n. 177 (de agosto de 1979) da revista Auto Esporte, matéria esta cuja íntegra vem de nosso arquivo e temos o prazer de apresentar:
Apesar de a linha Corcel me agradar bastante, entre ambos ficaria com o Passat Surf. Além do desempenho mais consistente (e a estabilidade muito ajudada pelos pneus radiais, coisa que o Corcel II básico não tinha, por incrível que possa parecer), a proposta mais despojada do Surf ajudava a aliviar um pouco a pobreza do acabamento, algo que o Ford somente poderia disfarçar com a ajuda de alguns opcionais ou mesmo itens vendidos no mercado pós-venda.
Mas a Ford foi muito atenta a isso e não demorou a lançar a versão Hobby, já para o ano de 1980: básica, mas com o mesmo jeitão descolado do Surf. E o resto, a gente sabe, é história...
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Catálogo da semana: Volkswagen 16.180CO (1993)
O primeiro movimento da Volkswagen do Brasil no seguimento de veículos pesados foi a compra de todas as ações da Chrysler do Brasil - processo este iniciado em 1979 - e que trouxe todo o aporte de tecnologia de que ela necessitava para ultimar o lançamento de sua linha de caminhões, o que aconteceu no ano de 1981 com a dupla de médios, o 11.130 e o 13.130. A década de 1980 mostrou o acerto da medida e a fábrica, apesar da massiva concorrência da Mercedes-Benz, teve ótimos resultados.
Embalada pelos sucessos e incentivada nos tempos de Autolatina com a participação da Ford, ambas as fábricas - Ford e Volkswagen - decidiram, em conjunto, oferecer uma solução ao mercado de ônibus, do que surgiu, em 1993, as plataformas B1618 e 16.180CO, de cada fabricante, respectivamente. Ainda farei um comparativo entre os chassis quase gêmeos - isso ainda requer alguns estudos -, mas, numa visão bastante ampla, ambos eram virtualmente iguais, a começar pela mecânica e as aplicações urbanas e semiurbanas. O que não foi igual foi o número de vendas, muito mais favorável à Volks.
Aqui na região de Florianópolis, por exemplo, ambas as plataformas foram compradas pelas empresas da região; porém, os Volkswagen prevaleceram: no ano de 1994, a empresa Jotur (que ainda atende aos municípios vizinhos de Palhoça e São José, inclusive por meio de linhas que têm destino à capital) comprou 20 chassis 16.180CO de uma só vez e providenciou carroçarias da Marcopolo, modelo Torino ("GV", como é mais conhecido); em 1996 chegaram mais 10 unidades iguais novinhas. Para os parâmetros daqui, 30 carros compunham um bom lote.
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| Imagem tomada por João Marcos, pertencente ao acervo de Josué Bernardo, divulgada por Leonardo da Silva no site Ônibus Brasil. |
A unidade acima, de prefixo 146, é da segunda remessa (fabricada em 1996) e rodou até o final de 2013 pela empresa; seu paradeiro atual é desconhecido, mas não ficaria surpreso se estivesse a rodar em alguma outra empresa, ante a robustez do motor MWM aliada à carroçaria da Marcopolo, conjunto muito durável e que alcançava facilmente a marca de um milhão de quilômetros rodados sem maiores dificuldades.
Ficou curioso pra conhecer mais dados sobre esta plataforma da Volkswagen? Então vamos ler este interessante catálogo produzido pela Volkswagen em 1993 e que revela todos os detalhes técnicos de que tanto gostamos. Material este divulgado por primeiro pela Anfavea, cuja inciativa muito agradecemos:
sábado, 8 de outubro de 2022
Catálogo da Semana: Caravan Ambulância (1990)
De todo modo, a Caravan Ambulância era uma opção para remoções não muito complexas: mercê de sua baixa altura, o(a) profissional da saúde que estivesse a cuidar do paciente não poderia trabalhar em pé (mas sentado em um banco com maca a sua esquerda), do que pode resultar uma certa dificuldade em dispensar algum medicamento junto do soro. Também não poderia contar com muitos recursos: não teria espaço interno suficiente para equipamentos mais sofisticados; quando muito, um cilindro de oxigênio e o que mais coubesse no interior da perua.
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| Em Santa Catarina, as placas CE eram de veículos da frota do Estado; CM eram os dos municípios e CF aqueles da União Federal (foto extraída do site do leiloeiro oficial) |
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| Note que a maca original está sob a capota da Caravan - fotos do leiloeiro oficial. |
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| Atentem ao logotipo da Concessionária que a vendeu (fotos reproduzidas do site do leiloeiro oficial) |
Fico a pensar que esta derradeira perua deveria ter sido preservada (sobretudo por ainda ostentar as placas CE - de Carro Estadual); mas, ao menos sobraram as fotos e o catálogo da Anfavea pra gente lembrar de um tempo que não volta mais.
sábado, 1 de outubro de 2022
Avaliação da semana: Ford Escort (1984)
Dia desses tive de ir ao bairro onde nasci (e que não é longe de meu atual lar), e naquela tarde fria, de sol pálido e quase nenhuma nuvem no céu, tive a iniciativa de revisitar algumas ruas que muito percorri, inclusive aquela onde por primeiro morei na vida. Naqueles tempos, bem, nem todos os vizinhos tinham carro (isso era coisa que custava caro; para o meu pai, o telefone era mais necessário do que um automotor,) e um deles, cujo nome já se perdeu na memória, tinha um Escort L das primeiras safras.
Alguns dos entusiastas do Escort definem as versões como MK3, MK4 e por ai vai (num padrão que veio da Europa, alias); de minha parte, porém, a primeira geração é aquela com o desenho do lançamento até a primeira grande alteração de estilo de 1987 - e era um destes, dourado, que meu vizinho tinha. Já bem apodrecido, é verdade, mas ainda muito bom de mecânica. Anos mais tarde, um conhecido nosso teve um verde, bem mais judiado, movido a álcool e que quando se lavava entrava mais água dentro do que fora. Deste lembro apenas das iniciais da chapa de três letras - JKU - e não o vejo este Escort desde 2003/2004, deve ter sido desmanchado, infelizmente.
Curioso que eu via muito mais Corcel II na rua do que os Escort de primeira geração, mas, por algum motivo que a razão não explica, as primeiras safras do Escort são as minhas preferidas, talvez pelo fato de aos meus olhos ser mais raro, mais bonito e mais interessante, inclusive o painel e a buzina que era acionada por alavanca (coisa que o Uno Mille que hoje temos também contava, aliás).
Porém, um fato que me escapou na época é que a Ford vendia o Escort nas versões standard, L, GL, Ghia e XR-3 - a mais básica e a mais luxuosa as mais difíceis de ver, a L a que mais via. E isso sem falar nos Escort de cinco portas, que somente fui descobrir quando passei a procurar sobre automóveis na internet, isso coisa de duas décadas atrás...
A versão standard, inclusive, vendeu muito pouco e tem o interessante detalhe de ter um painel de instrumentos com desenho único (e com mais instrumentos que o meu Mille 1993, diga-se de passagem), além de contar com o interessante motor CHT 1300, este um verdadeiro faquir, sobretudo se acoplado a uma transmissão de cinco marchas.
Duvida? Então leia a avaliação que a turma da Motor-3 (com texto de José Luiz Vieira e fotos de Alex Soletto) fez para a edição n. 47 (março de 1984), cuja íntegra fazemos questão de apresentar:
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Catálogo da Semana: Mercedes-Benz OH-1315G (1992)
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| Retrato tomado por Waldemar Freitas Júnior, divulgada no ótimo site Portal do Ônibus |
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| Foto de Pablo Dalalibera Silveira, divulgada por Marco Antônio Silva de Góes no excelente site Ônibus Brasil |
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| Imagem do acervo da SPTrans, divulgada por Rafael Santos Silva no site Ônibus Brasil. |
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| Fotografia de Maurice Gonçalvs Natacci por ele divulgada no site Ônibus Brasil |
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| Foto de Diego Silva, por ele publicada no site Ônibus Brasil |














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