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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Propaganda da Semana: Dodge Gran Sedan (1977)

Se você pudesse, por algum motivo, voltar exatos quarenta e dois anos no tempo, provavelmente  você veria um carrão como este Dodge Gran Sedan marrom iguaçu estacionado perto da entrada de um restaurante da moda, no estacionamento privativo de uma empresa ou mesmo guardado numa garagem de uma residência daquelas de alto padrão. 

É que, naqueles tempos, comprar um automóvel não era tão fácil como hoje (ou era tão fácil como há anos atrás), isso por uma série de fatores e de conjunções: se você tinha o privilégio de ter (e manter) um enorme veículo de luxo, ah, o seu cachê social seria dos mais altos.

Mas, se você é como eu que, para além de não dar a mínima importância para status e outras coisas colunáveis, gosta de carros antigos e confortáveis, pouco importando se são luxuosos ou não, o que realmente interessa é o quociente de diversão que este interessante Chrysler poderia oferecer a você, como podemos ver no anúncio abaixo, digitalizado do meu acervo de guardados:

Abaixo vemos um Dodge Dart branco valência e um Charger R/T vermelho veneza
O seguimento de carros luxuosos era bem concorrido: tínhamos o Ford Landau (a linha Galaxie num todo, na verdade), o Chevrolet Opala Comodoro, o Alfa Romeo 2300, além do simpático Gran Sedan e do Maverick Sedan LDO. Opções não faltavam para que tinha muitos milhares de cruzeiros...

Quanto ao possante Gran Sedan, é válido recordar que ele vinha com a mesma grade dos Charger R/T 1974 (com motivos quadriculados), calotas executadas em aço inox, pneus com faixa branca (sinal de requinte daquela época), teto de vinil combinando com a cor do interior, além dos emblemas e distintivos de praxe. Por dentro, o Gran Sedan tinha a mais do que o Dart de Luxo o acabamento mais refinado, contando com dois bancos inteiriços revestidos com generoso veludo acrílico, transmissão automática era opcional, assim como o ar-condicionado.

O motor era o saudável V-8 318, cuja ficha técnica eu nem preciso comentar: motor robusto, durável, com torque excelente e ampla margem para preparação, para quem queria desempenhos ainda maiores. Mas, particularmente, o Gran Sedan nem fica bacana com potência a mais: o bom dele é desfrutar, sem pressa, o conforto e o torque dos oito cilindros, características que não vemos há muitos anos em nosso mercado...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Propaganda da Semana (Dodge Gran Sedan 1973)

Se a imparcialidade é tida como virtude, para mim a sinceridade não tem menor valor. E entre as duas, no presente caso, quando falo de um Dodge Gran Sedan, prefiro a sinceridade. Desabrida sinceridade, aliás. Isso o amável leitor logo percebe ao ver a foto do meu perfil... Sou um dodgeiro de carteirinha, moparzeiro empedernido, daqueles que gostam de Dodge nacional até embaixo d'água.
 
Claro, os automóveis em geral me encantam muito, mas os Dodges (assim como outros poucos carros) me despertam total e irrestrito interesse. Sim, são dados subjetivos, nada racionais - e que não me impedem de gostar muito de automóveis de outras montadoras. Mas os Dodges nacionais... ah, são ótimos!

Bem, já que comecei a falar de Dodge, preciso me controlar para não escrever mais do que devo (algo que raramente consigo), mas vamos lá: a propaganda da semana é de um notável Dodge Gran Sedan 1973 Marrom Escuro Pilão. (LH 41/ M8 para os moparzeiros tabeleiros de plantão).

Códigos à parte, falemos do Gran Sedan: essa propaganda marca o primeiro ano de sua produção. Claro, em verdade ele é uma versão de acabamento, pois nenhuma alteração mecânica o diferencia do modelo sedan padrão. 
Extraída do acervo digital da Revista Quatro-Rodas.
Mas é na soma de detalhes que ele se destaca: acabamento mais caprichado, bancos em bom veludo cotelê - ou couro, pagando-se a mais, revestimento do teto em vinil corrugado (também conhecido como teto de vinil), calotas em aço inox, frisos e emblemas decorativos próprios, grade diferenciada e outras miudezas. Ar-condicionado e transmissão automática eram opcionais que o levavam mais perto de um Ford topo de linha (LTD ou o Galaxie 500).

Ah, é bom lembrar que a Chrysler do Brasil lançou o Gran Cupê para fazer par com Gran Sedan - e uma das poucas (e óbvias) diferenças entre os modelos era no número de portas. Mas, apesar de terem nascido ao mesmo tempo, a trajetória deles foi bem diferente: o Cupê durou apenas três anos, e o Sedan foi até 1978, quando foi substituído pelo Le Baron (e aqui cabe o batido chavão: mas isso é outra história...).