Resolvi que neste mês de julho/18 dedicarei este espaço para compartilhar materiais e apresentar matérias inéditas relativas à linha Chevette, a exemplo da que trago hoje: a decodificação da sopa de letrinhas que forma o número do chassis do seu Chevette, Marajó ou Chevy 500.
Durante minhas habituais no Mercado Livre, achei um manual técnico da Chevrolet com a decodificação dos números que compõem o número do chassis e resolvi divulgá-los unicamente em razão do espírito colaborativo que sempre norteou este espaço, pois meu trabalho aqui nada mais é do que difundir informações sobre a cultura automotiva, aqui, em especial, do nosso querido Chevette, sem pretender violar direitos autorais da montadora ou incentivar o mau uso de tais dicas.
Não é demais recordar que a adulteração de sinal identificador de veículo automotor é conduta ilícita passível de sanção penal (crime previsto no art. 311 do Decreto-Lei nº 2.848/1940, o Código Penal Brasileiro) e se você tem dúvidas quanto à autenticidade do que consta em um automóvel ou nos registros dele, procure a autoridade policial e/ou o órgão de trânsito do seu Estado. Lá as providências cabíveis serão tomadas.
Após este breve aviso legal sobre as consequências legais pelo mau uso de informações sobre chassis da linha Chevette, convido as amigas e os amigos para visualizarem as imagens seguintes, nas quais encontramos explicações interessantes - e oficiais - a respeito dos códigos alfanuméricos que compõem a sopa de letrinhas gravada em cada carro:
Uma das perguntas mais frequentes neste espaço é sobre a identificação das versões de acabamento Pais Tropical (1976), GP (1976), GP II (1977), S/R (1981) e Ouro Preto (1982). Mas a tarefa não é fácil, porque estas opções - de acordo com a tabela acima - não receberam um código específico que as identificasse, infelizmente.
Por isso, apenas pelo número do chassi não me parece ser possível saber se o exemplar em análise é, por exemplo, um legítimo Pais Tropical ou GPII, pois, até que apareçam informações mais consistentes (de preferência da própria fabricante), a identificação dessas versões "não codificadas" vai depender de outros indícios, como, por exemplo, a eventual nota fiscal e manual de instruções do carro (coisa difícil de acompanhar o carro, bem sei...), informações da época ou mesmo uma consulta à GMB para saber se ainda existem registros da linha de produção.
E por falar em omissão, o manual da Chevrolet não faz referência à carroçaria Hatch, mas não tem problema: quando você procurar nas páginas seguintes (e nas anteriores, claro) o campo "tipo da carroçaria", complemente com o código "08", aplicado pela fábrica ao Opala e ao Monza, por exemplo. Tampouco menciona a versão quatro portas do Chevette, a qual recebe a denominação "69".
Em 1984, o Conselho Nacional de Trânsito - Contran exigiu que todas as fabricantes empregassem novos códigos padronizados para os veículos produzidos em nosso Brasil, de modo que o VIN (número de identificação veicular, sigla americana) passou a ter pelo menos 13 caracteres:
Infelizmente, a versão Júnior do Chevette (1992) não ganhou um código novo, mas com a ajuda dos leitores nós conseguimos amenizar esse problema: no campo 7 referente ao "código do motor" se aplica a letra "N" (de motor 1,0 gasolina com carburador), informação faltante na tabela.
A única e honrosa exceção de série especial identificável é a Chevy 500 Camping, como vocês podem notar acima. A picape foi produzida até 1995, quando finalmente passou o bastão para a Corsa picape. Mas é outra história pra contar em outra postagem...
Texto atualizado em 18/11/2020, com a inclusão de alguns dados que faltam nas tabelas da GMB.




