Já conversamos algumas vezes sobre a adaptação do motor Chevrolet 151-S na linha Chevette, travessura relativamente simples de ser feita e que garante resultados muito promissores. O motor que originalmente equipou Opalas e Caravan fica muito bem, pois garante um bom torque e confere potência mais do que razoável para garantir um desempenho mais consistente ao Chevette, veículo que, com certa injustiça, sofria com a fama de ser soneca.
Mas vocês sabem, a inquietação é sentimento inerente à humanidade e sempre tem alguém que deseja e mais...Um Chevette 151-S já é um bocado interessante, teria um desses tranquilamente, mas já pensaram como seria ter um bicho desses equipado com o 250-S? Sim, um Chevette - ou Marajó ou uma Chevy 500 - com seis cilindros em linha e potência suficiente para andar muito mais rápido do que um Opala SS! Nem precisa imaginar muito, porque a revista Oficina Mecânica, logo na terceira edição, mostrou-nos como seria ter e guiar esse "mini stock-car":
Vocês podem perceber que uma adaptação destas não é fácil, pois envolve um extenso trabalho de funilaria no curvão (a parede de fogo tem de ceder lugar a um motor muito maior do que o pessoal da GM um dia pensou em instalar) e no túnel central, além das necessárias modificações na transmissão (não pense que a transmissão projetada para o 151-S vai aguentar o tranco de multiplicar a força do 250-S) e no sistema de freios (é altamente desejável parar na mesma velocidade em que se anda). Mas com calma, jeito e paciência, a empreitada pode ser executada.
De fato, a inquietação do ser humano tem seu preço - o qual, no caso, não é dos menores -, mas se você é daqueles que gostam de andar muito rápido, tem habilidade e maturidade acima da média do trânsito nacional (e se não tem, é prudente ter um bom plano de saúde ou mesmo um seguro de vida em prol de seus descendentes) e gosta de carros ariscos, diria chucros, arranje um Chevette 250-S e seja feliz!






























