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sábado, 14 de agosto de 2021

E que tal uma Veraneio muito especial? (Motor 3, 1981)

Dentre os carros que mais gostamos, a Chevrolet Veraneio ocupa um lugar de destaque. Apesar do uso como veículo policial em uma época muito dura em nossa história, via mais Veraneio na versão ambulância, com aquela sirene pneumática altamente chamativa, com o motor rugindo baixo enquanto o motorista se esgueirava no trânsito para levar o paciente o mais rápido para o hospital.

Mas por ter nascido no começo da década de 1990, já não via tantas Veraneio pré-1989 no "uso civil": a única que me recordo era a de um sujeito que morava perto da minha casa, motor a diesel, já um pouco enferrujada (e com remendos em massa plástica sem cobertura de tinta) e com as lanternas traseiras adaptadas da D-20, pois o importante era ser funcional e não original. Outros tempos...

Naqueles meus tempos de infância, a febre mesmo era ter uma picape com cabina dupla, daquelas feitas por transformadoras, cheias de acessórios (algumas tinha televisão em cores e frigobar, luxos muito grandes naqueles tempos) e as Veraneio mais antigas com motores do ciclo otto sumiram naquele mesmo período (as que sobreviveram já haviam recebido o diesel, até pelo custo alto para manter um seis cilindros a empurrar várias toneladas). Por isso que nas raras vezes em que via um Veraneio dessas "clássicas", abria o sorriso dos mais largos, como quando fiz ao ler esta reportagem publicada na edição n. 7 (de janeiro de 1981) da nossa querida Motor-3.

Na ocasião, Paulo Celso Facin teve a oportunidade de dar umas voltas numa Veraneio tremendamente especial, e as impressões que ele teve (além de fotos muito belas) a gente digitalizou e trouxe para vocês lerem conosco:






Muito possivelmente esta Veraneio não existe mais, ao menos não na configuração original e exclusiva de fábrica. No mínimo deve ter recebido motor a diesel; entretanto, se tivesse uns trocos (muitos trocos), faria uma réplica desta interessante Vera, com ar-condicionado e este maravilhoso painel do caminhão C-60, pois, muito infelizmente, a fábrica nunca fez uma Veraneio destas tão especial para a venda... 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Catálogo da Semana (Linha Chevrolet 1990)

O primeiro ano da década de 90 seria muito marcante na indústria automotiva nacional: finalmente foi levantada a proibição à importação de veículos, de modo que naquele ano de 1990 começamos a ver a mais completa variedade de novos automóveis de diversos países: desde os conhecidos Mercedes-Benz e BWM alemães até os despojados e robustos Lada russos, passando por todos os segmentos do mercado, das picapes Mitsubishi até os esportivos mais nervosos, como as Lamborghini e até mesmo as Ferrari. 

Por tal motivo, a Chevrolet, como todas as fabricantes que aqui estavam antes de 1990, não poderiam ficar paradas esperando as vendas caírem, daí por que a importância de destacar as novidades e as virtudes da linha, como a que se nota no catálogo desta semana, gentilmente disponibilizada por Sidney Machado Maciel no Flicrk.

A década de 1990 foi bem agitada para a Chevrolet: ela lançou a linha Omega (1992), a linha Vectra (1993), a linha Corsa (1994), a S10 (1995), a Silverado (1996) e diversas variações e atualizações dos modelos produzidos. Interessante pensar que nenhum dos modelos deste catálogo chegou ao ano 2000...
Interessante a arte gráfica com a gravatinha da marca, alta tecnologia de 1989.

O Chevette, de que tanto falamos (e elogiamos) neste espaço, era a versão de entrada da linha Chevrolet; no catálogo aparece a versão SL/E, topo de linha.

Até ver este catálogo eu pensei que este modelo de rodas de liga só teria aparecido com o lançamento do Chevette DL no final de 1990. Estava enganado!

O Kadett era novinho em 1990; lançado um ano antes, era um sucesso e tanto. Compartilhava a mecânica básica do Monza, mas tinha suas peculiaridades mecânicas e dinâmicas, um carro bem interessante.

Na foto grande a versão topo de linha do Kadett, a GS, esportiva de alto desempenho; abaixo, a versão SL/E, intermediária e bem confortável (a básica era a SL).

O interessante Monza Classic SE vinha mais equipado para 1990, com equipamentos de luxo e acabamento esmerado. No ano seguinte o Monza receberia nova frente e traseira, numa reestilização que deu mais seis anos de sobrevida ao excelente veículo.

Na foto, à exemplo do Kadett, na foto menor vemos o Monza SL/E (a versão SL, a mais simples da linha, nem apareceu no catálogo).

O Diplomata SE, topo de linha dos topos de linha da Chevrolet, tinha até, como opcional, a transmissão automática de quatro velocidades.

O Comodoro SL/E e o Opala SL, os modelos Opala mais simples, nem sequer apareceram no catálogo.

A Caravan Diplomata, lançada em 1986, concorria diretamente com a Quantum GLS, com a desvantagem óbvia de ter apenas duas portas.

Da mesma forma, as Caravan Comodoro SL/E e SL não apareceram no catálogo, mas eram normalmente vendidas.

Ao fundo, uma Chevy 500, de quem já falamos neste blog; a frente a picape A-20, movida pelo saudoso motor de seis cilindros, silencioso e altamente durável, mas não exatamente econômico.

No segundo plano vemos a opção da cabine dupla, que era comum à A-20, C-20 (movida a gasolina) e D-20 (com motor a diesel), bastante procurada até hoje.

Lançada em 1989, a Bonanza ainda era novidade no ano de 1990.

A Bonanza, que era, digamos assim, a versão duas portas da Veraneio, é altamente interessante, principalmente se equipada com ar-condicionado, para evitar o imenso calor que os vidros laterais inteiriços causam aos passageiros.


A Veraneio, remodelada em 1989, era ampla e confortável, como a antecessora. Foi - e ainda é - um sucesso e ótima companheira de viagem. A versão a diesel, por questões legislativas, somente foi lançada em 1991.


Naqueles tempos a Chevrolet tinha seus caminhões, que foram alvo de uma boa repaginada em 1985; o conforto interno era apreciável e o volante tinha desenho semelhante ao usados nas picapes e na Bonanza/Veraneio.


A Ipanema (inicialmente chamada de Kadett Ipanema), era a promessa para o ano de 1990: a traseira, de linhas retas, era bastante polêmica (não faltaram as comparações com a Vemaguet), mas fez sucesso.



A Chevrolet se esmerou nos anos 1990, como o catálogo já poderia anunciar; pode ser que a fábrica da gravatinha não tenha sido a melhor fabricante daquela década, mas ela foi uma concorrente de peso neste quesito!