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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Propaganda da Semana (Linha Fiat 1990)

Na última postagem eu comentei sobre a Elba do meu pai, um bom modelo CSL 1990 4 portas, carro honesto, espaçoso, confortável e muito versátil no dia a dia. E eu, mesmo em 2018, teria uma destas pra usar diariamente, com certeza: cabe mais coisa dentro dela do que no meu Fiesta Sedan (se bem que o porta malas do modelo não é pequeno...).
 
Mas vamos hoje falar da linha 1990, das novidades que a Fiat trouxe para nós naquele ano, a começar pelo Fiat Uno Mille (uma retumbante novidade, da qual já falamos em outra oportunidade, e que não consta neste catálogo), até o lançamento, em fins de 1989, da versão quatro portas da Elba. Antes do Tempra, o Prêmio e a Elba CSL eram os carros mais caros e vistosos da linha Fiat, como você poderá ver nas páginas deste interessante catálogo, gentilmente digitalizado por Sidney Machado Maciel na conta que ele mantém no Flickr: 



Antes do lançamento do Uno Mille, o Uno S era o modelo mais barato da Fiat, com seu motor 1300 a gasolina e a álcool, contava com um acabamento razoável, principalmente quando equipado com todos os opcionais.
A versão CS (de conforto super, em inglês, era a intermediária. Contava com calotas e um acabamento interno mais caprichado, especialmente quanto aos tecidos empregados. Era uma boa opção na época.

A versão esportiva da Fiat era o interessante Uno 1.6R: andava bem (consumo não é a prioridade, notem bem) e fazia curvas como poucos. Divertidíssimo de guiar, um dos carros que você deve guiar antes de deixar este plano físico.

A Elba S era a perua de trabalho, uma opção prática e barata para quem precisava de um maior espaço. As duas portas faziam uma tremenda falta na versão de entrada, algo que a Fiat só resolveu em 1993, quando lançou a versão Weekend (a primeira Elba "básica" com quatro portas).

Pra mim era um contrassenso ter uma Elba com acabamento topo de linha e apenas duas portas. Coisas de um pais com a cultura de duas portas, como a Belina e a Caravan, peruas que morreram sem ter quatro portas, podem confirmar.
Esta é a Elba da outra postagem, inclusive na mesma cor da que o meu pai teve. Pouco preciso falar dela, era um carro e tanto, teria uma destas hoje.

O Prêmio S, de super, não era exatamente muito potente: diferentemente da Elba S, ele contava com o motor 1300, tampouco teve direito a ter uma calota plástica que cobrisse a roda toda. Mas, apesar da pobreza, era um carro bom, ágil e fácil de guiar na cidade. Carregado, na estrada, exigia paciência...

Tudo o que disse do Uno CS se aplica ao Prêmio CS: melhor acabamento e conforto, com a vantagem de a versão intermediária do Prêmio contar com o bom motor 1600.

O que a Fiat não fez com a Elba, fez com o Prêmio: a versão SL (de super luxo), era uma espécie de versão intermediária com 4 portas. Lembro que o painel desta versão era o mesmo da top de linha, mas sem o vacuômetro e o conta-giros (no lugar dele morava um relógio gigante) e o check control (que, afinal de contas, nem fazia tanta falta). Esta versão é um bocado difícil de se encontrar, ultimamente.
Se bem me lembro, a revista Quatro Rodas o chamava de "executivo compacto". E era esta a ideia do Prêmio: um carro pequeno, mas confortável e com alguma dose de luxo, perfeita para o tempo em que manter um Opala não era fácil.
Por fim, as mensagens sobre garantia e tal
Vendo este monte de Fiat me lembrei que o meu tio teve um Prêmio CS 1986, preto, bem bacana, mas é história pra outra postagem...

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Catálogo da Semana (Fiat Prêmio 1985)

Um ano antes de completar a primeira década no Brasil, a Fiat lançou o primeiro derivado da bem sucedida da linha Uno, o Prêmio. O catálogo do lançamento, disponível no site Old Cars Manual Project (lá incluído por cortesia de David Marques), é bastante moderno e tenta demonstrar, com todas as letras, que a era Fiat 147 já havia passado: o novo sedã compacto, inclusive nas linhas, pouco ou nada tinha a ver com o Oggi, primeiro sedã da fábrica italiana, que nunca foi um sucesso de vendas.

O Prêmio, da mesma forma, nunca vendeu tanto quanto a Fiat pretendia (e como ele merecia), mas, pode ter certeza, o carro era excelente: um porta malas bastante amplo (e de fácil acesso, pois a tampa se abria até o nível do piso), interior quase milagroso (sim, se comparado o tamanho interno com o externo) e mecânica mais reforçada (o motor 1500 conferia um melhor desempenho do que o 1300), o pequeno sedan não fazia feio se comparado aos rivais Chevette (este que perdia feio no quesito de espaço interno) e do Voyage (do qual se destacava pela tecnologia e maior porta malas).

Natural que a foto da capa do catálogo era de traseira: até a porta era o já conhecido Uno, com todas as suas vantagens e características.

Nova dimensão (externa) era até um certo exagero; afinal de contas, o segmento de sedãs compactos há muito existia.

A versão CS, topo de linha, ilustra o catálogo: note que o retrovisor direito era opcional mesmo na versão mais luxuosa, falha corrigida tempos depois (e pelos compradores que providenciavam a instalação de tão útil acessório).

No espaço interno que o Prêmio se destacava do Voyage e do Chevette: o aproveitamento do espaço era mais racional e equilibrado, quatro pessoas viajavam relativamente bem. O acabamento era simples, mas bem executado, e o tecido dos bancos bem luxuoso na versão CS.


O painel, um ano depois, ganhou a opção de um computador de bordo, novidade na indústria nacional. A versão S, a mais simples da linha, vinha com motor 1300 e tinha (bem) menos instrumentos no painel, mantidas as demais vantagens.
A versão quatro portas só surgiu em 1989, era o que faltava para deixar o Prêmio ainda mais confortável e acessível aos passageiros. Produzido até 1995, foi vendido no Brasil com o nome Duna em 1996, importado da Argentina. Substituído pelo Siena, este sim um sedã da Fiat que vendeu (e ainda vende) bastante, o Prêmio deixou saudades, principalmente por compartilhar das boas vantagens do Uno e delas ter mais espaço no porta malas.