sábado, 6 de junho de 2015

Folheto de Treinamento Variant II (1977)

Uma vez mais, trago aqui para prosearmos mais uma das muitas e interessantes descobertas do site oldcarmanualproject.com. Se você estiver sem muito o que fazer, num desses dias de folga, recomendo fortemente uma visita ao site, lá a diversão é garantida.

Mas, como você resolveu ficar por aqui, vamos ao assunto da postagem: a Variant II. Lançada em 1977, já como modelo de 1978, ela veio ao mundo com a duríssima missão de substituir a conhecida e consagrada Variant, já com sete anos de estrada. E, é claro, garantir a participação da Volkswagen no setor das peruas (ou station-wagon, caminhonetas, como queiram), defendendo-se da recente Belina II e da já consagrada Caravan com motor 2500.

Seu nascimento, em 22 de novembro de 1977, talvez pela pressão, não foi dos mais tranquilos. Antes de chegar às revendas, a fábrica sofreu com uma séria vibração nas rodas dianteiras, culpa dos discos de freio dianteiros mais espessos do que deveriam ser. Até o problema ser resolvido, bem, a produção não decolou (mais detalhes na Quatro Rodas de abril de 1978, p. 22) . Depois, é outra história: a Variant II é um carro muito interessante.

Ela trouxe muitas novidades, a exemplo da suspensão dianteira tipo McPherson, coisa nova nos Volks aircooled nacionais. Até o quadro de instrumentos era bacana, tanto que foi aproveitado para o Gol, retumbante novidade lançada três anos depois.

Com tantas novidades, a Volks não deixaria passar essa oportunidade, tanto que bolou esse folheto de treinamento, para o pessoal se acostumar com as novas bossas da nova perua:



























A Variant II durou até 1981, não foi exatamente um sucesso de vendas, embora os defeitos iniciais não mais atormentassem a fábrica ou seus usuários. Até hoje ela é meio esquecida, vemos poucas nas ruas, algumas a venda com preço muito interessante, uma dica para quem quer um carro antigo, raro, interessante e com preço camarada.

Bem, gente, mais uma vez reitero que as imagens aqui divulgadas são exatamente as que encontrei no oldcarmanualproject.com - e agradeço ao site americano e o automobilista que disponibilizou essa preciosidade para todos nós (e que faço questão de divulgar o nome, se ele se apresentar) Ah, e ainda tem muita coisa bacana pra gente prosear...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Catálogo Linha Ford 1979

 Lá em 1979 (e isso já faz um certo tempo, meu povo!), a Ford do Brasil completou 75 anos de Brasil - e tinha muitos motivos para comemorar. Afinal, tinha uma rentável linha de automóveis, utilitários, caminhões, tratores e até mesmo de eletroeletrônicos (quem não se lembra da Philco-Ford?). Nenhuma das fábricas de então tinha linha tão variada (nem ela própria vende mais tratores, por exemplo), daí a razão de um catálogo tão sortido, tão variado.

Falando nessa linha tão interessante, naquele ano, as maiores mudanças ficaram para os modelos Galaxie/LTD/Landau, alvo de vários pequenos carinhos, como o ar-condicionado integrado ao painel (não mais aquele caixote dependurado, já obsoleto em 1979), ignição eletrônica e pneus radiais. Ah, e não podemos esquecer - pois não aparece no catálogo abaixo - o maravilhoso Ford Landau Edição Especial. É uma série especial de 300 unidades do carro topo de linha da marca do oval, todas pintadas na elegante tonalidade bordeaux scala metálico, com todos os luxos de um já exclusivo Landau, além de uma plaqueta dourada no porta luvas, para lembrar dos bem vividos 75 anos da fábrica.

O catálogo (igualmente localizado no oldcarmanualproject.com) é bem interessante, e conta, inclusive, com os acessórios de fábrica. Dentre todos (alguns, aliás, deveriam ser item standard...), o que mais me chamou a atenção são os pneus diagonais com faixa branca para a linha Galaxie, em substituição aos excelentes, conquanto menos charmosos, radiais de cinta de aço. Eram outros tempos...

Divirtam-se!














E virão mais catálogos, pessoal! Temos muito o que prosear.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Catálogo Volkswagen SP-1/SP-2 (1972)

Dia desses eu comentei com vocês sobre uma recente descoberta minha, o site oldcarmanualproject.com, repleto de coisas bacanas, interessantes e altamente publicáveis, tanto daqui quanto do estrangeiro.

Hoje é dia de enfeitar esse espaço com este interessante catálogo do não menos interessante SP-2. O SP-1, primo pobre e muito discreto do SP-2, é um daqueles carros raros, muito raros, a ponto de a própria fábrica ter pouco material sobre ele. Tanto é assim que vocês notarão queo material publicitário é feito todo sobre a versão luxuosa, o SP-2.

Tudo bem, mas vemos muitas diferenças entre eles? Sim, são várias, não muitas, mas nada muito radical. As mais evidentes estão na frente e traseira: o focinho do SP-1 não tem os frisos cromados do irmão rico; na popa o motor do SP-1 é o 1600, ao passo que o SP-2 tem o interessante 1700, com mais cavalos e um pouco mais de apetite.

Claro, apesar da simplicidade do SP-1 (refletida em detalhes de acabamento, mais modesto no "1"), o estilo se sobressai nos dois. Poucos carros dos anos '70 foram tão ousados quanto ele, de perfil baixo, altura digna de um Interlagos ou de um Puma. O bicho é tão baixo que mal bate na minha cintura; é o carro mais baixo produzido no Brasil (incríveis 1.158 mm de altura), a ponto de ganhar o jocoso apelido, conquanto razoavelmente verdadeiro, de "cunha de carreta"...

Falando em apelidos, havia quem sustentasse que o SP era de "sem potência", em razão da limitada performance que os motores air cooled poderiam oferecer. Maldade, gente, o carro até que andava bem para os padrões da época,  tanto quanto seus companheiros de mecânica, como o Karmann Ghia TC, o Puma VW, o Lorena e outros tantos interessantes esportivos com mecânica Volks).

Realmente, o SP-2 não era lá um fenômeno no quesito de desempenho dinâmico (menos ainda o SP-1), mas o desempenho estático era garantido: o carro era (e ainda é) um charme. Passear com um bicho desses na rua é a certeza de chamar muita, muita atenção!

Puxa vida, já falei demais, vamos ao catálogo:





Então, gente, mais uma vez reitero que as imagens aqui divulgadas são exatamente as que encontrei no oldcarmanualproject.com - e agradeço ao site americano e o automobilista que disponibilizou essa preciosidade para todos nós! Ah, e ainda tem muita coisa para gente prosear.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Catálogo Linha Opala 1981

Meu povo,

Depois de um bom tempo sem postar nada (é a velha falta de tempo, sabem como é...), tropecei acidentalmente em um excelente site de fartíssima literatura automotiva, inclusive de reclames, os bons e velhos anúncios e catálogos de automóveis: http://oldcarmanualproject.com/

Dentre tanta coisa bacana - tem muita coisa interessantíssima - achei vários catálogos e anúncios nacionais, dos nossos clássicos, à exemplo do catálogo da Linha Opala 1981. De importante, como vocês poderão ver, a fábrica da gravatinha providenciou a renovação do interior da linha (melhor, terminou o serviço de reestilização iniciado em 1980), assunto que já rendeu prosa por aqui.

As imagens que apresento aqui foram disponibilizadas pelo site americano, tal como as lanço aqui, sem créditos ou outras referências (se alguém a tiver disponibilizado ao site americano, por favor avise que faço questão de creditar a fonte, como forma de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho). É um catálogo muito bonito!
 
Bom, gente, já falei demais. Vamos às imagens!











Deixo aqui o modesto agradecimento ao site pela disponibilização de tantos e tantos anúncios interessantes, fonte de muita informação preciosa - e trarei nas próximas postagens algumas coisas interessantes para a gente prosear.
Aguardem!

domingo, 9 de novembro de 2014

Como fazer um Chepala (Motor-3) (Parte III)

Pondo termo à série sobre o maravilhoso Chepala, hoje é dia de postar a última matéria da inesquecível Motor-3 em que o JLV apresenta os detalhes dinâmicos do bicho. Aproveitem!

A capa da revista (n. 60, de junho de 1985) é dedicada ao Uno Turbo, máquina fantástica que só conheceríamos nove anos depois)
 



Por hoje é só!

domingo, 2 de novembro de 2014

Como fazer um Chepala (Motor-3) (Parte II)

Promessa é dívida, apresso-me a justificar. Semana passada prometi aos leitores que prosseguiria a série de postagens com as matérias da Motor-3, redigidas por José Luiz Vieira, com todos os detalhes para montar seu Chepala.

A edição de hoje, de março de 1985, detalha com riqueza de detalhes (inclusive com desenhos técnicos) as transformações que o até então pacato Chevette tem de passar para se tornar um garboso Chepala. Notem os segredos na acomodação do motor e na carroçaria, todos explicados pelo JLV.
A edição de março de 1985 da Motor-3 trouxe como destaque o lançamento da versão diesel do Carajás, carro extremamente sólido, um dos interessantes produtos da Gurgel.





Bem, na semana que vem concluiremos essa série, com os resultados dinâmicos do resultado. Posso adiantar que o Chepala é um bicho muito interessante...

domingo, 26 de outubro de 2014

Como fazer um Chepala (Motor-3) (Parte I)

Meus caros,

Cheguei a centésima publicação neste espaço. Por amor à verdade, reconheço que poderia ter chegado a este limite há muito tempo; mas, sabem como é, a vida é extremamente corrida e infelizmente não me sobram muitas oportunidades para redigir algo minimamente interessante. Mas renovo o compromisso de manter, tanto quanto possível, este espaço atualizado, com ao menos algum assunto pra gente prosear.

Pensei em fazer algo interessante nesta centésima conversa - e a vida me deu um belo empurrão: comprei de um gentil colecionador várias revistas Motor-3 para completar a minha coleção, e neste lote recebi as revistas que tratam de como fazer o Chepala.

Um dos princípios deste espaço é o compartilhamento de informações e novidades. Não poderia deixar estas revistas reclusas em meu acervo, esquecidas em um armário, quando, em verdade, poderiam ser úteis a mais gente. Partindo dessa premissa - importante premissa - começo uma série de três publicações sobre o Chepala -criação do José Luiz Vieira, personagem sempre homenageada neste espaço, como todos os grandes jornalistas que trabalharam na Motor-3.

Para homenagear a incrível equipe, o Chevette - matéria constante deste blog - e vocês, amáveis leitores que acompanham este espaço, segue esta centésima postagem:


O Chevette é um dos carros menos valorizados em termos de direção. Mas isso é uma tremenda injustiça... Está certo, o seu motor 1,4, conquanto muito econômico, poderia ser mais rápido, nem que fosse para tirar maior partido de sua incrível estabilidade direcional, ou da maravilhosa tração traseira. Mas é um carro extremamente divertido, playground para nenhum automobilista botar defeito, e com um preço inicial muito razoável. Tanto quanto é guiado na maciota, quanto em tocada mais firme, o sedanzinho se comporta muito bem.

Mesmo assim, é da natureza humana não se conformar com o bom - é necessário chegar ao ótimo. Pensando nisso, José Luiz Vieira, que dispensa maiores apresentações, criou o Chepala, não sem deixar de repassar, num ato muito generoso, todas as dicas de como criar um interessante carrinho, de desempenho capaz de assustar muita gente grande.

Sem mais delongas, vamos ver o primeiro dos três capítulos dessa feliz história:

Esta é a capa da primeira edição que tratou do Chepala. O Escort JPS, criado pela Souza Ramos, era uma versão reestilizada do Escort de primeira geração, superalimentada por um turbo - que deixava as coisas muito interessantes.







A edição aqui retratada, como vocês já viram, é a de Fevereiro de 1985 (n. 56). Aguarde as próximas postagens, ainda teremos muito o que mostrar!