sexta-feira, 22 de maio de 2026

Catálogo da semana: Linha Gol (1986)

Hoje é dia de voltar quatro décadas no tempo e assim chegar ao ano de 1986; nesse específico ano nós tivemos copa do mundo (aquela copa em que o Maradona fez aquele gol com uma certa ajuda da mão esquerda para encobrir o arqueiro inglês), o Plano Cruzado (aquela ideia brilhante de congelamento que saiu pela culatra), avistamentos fiáveis de objetos voadores não identificados e outras coisas que também são interessantes de serem relembradas.

Como aqui não é blog de economia, nem de futebol (assuntos que não entendo, sinceramente) mas tem um certo pé na história, não poderia deixar de dar um pequeno contexto à postagem da semana, o catálogo da quase linha Gol 1986, cortesia da Anfavea que a gente nunca cansa de agradecer:




Dizer que o catálogo trouxe a linha completa é exagero, pois falta o modelo GT, esse que mereceu um catálogo próprio, talvez pela necessidade que o pessoal do marketing viu em separar o esportivo dos demais modelos. Mas nem por isso o documento é incompleto, claro.

Destaco a impressionante lista de itens de série da versão BX, aquela com motor arrefecido à ar e que nem sequer contava com apoio pra cabeça nos bancos da frente, ao menos de série - a vantagem dele é a de ter, standard, o estepe no capô - não ria, isso era uma façanha e tanto pra fábrica, história que talvez mereça até uma postagem própria. A lista de cores, então, era limitada e isso não significa que jamais teríamos como comprar um BX de vermelho fênix, até porque pedidos especiais (com taxas especiais) não eram tão impossíveis na época.

Apesar das poucas lembranças de um Gol 1981 LS que um tio meu teve (e que desapareceu no Natal de 1998, furtado no estacionamento de um hipermercado pra jamais ser visto novamente), prefiro aqueles com o propulsor mais recente, de arrefecimento líquido, desempenho melhor (e até melhorável) e uma confiabilidade a toda prova.

Curiosamente, em 1986 não tivemos o Gol Copa da copa anterior (e que foi um sucesso, sabemos), mas a cor estava ainda em série, pra quem quisesse. Ao menos era uma forma de ter um replay, mas com motor mais moderno, preferencialmente.

Um comentário:

  1. Os fabricantes, muitas vezes, tem que se segurar para não dar uma de "tuner" e oferecer uma coisa bizarra. Nem tanto pela legislação, mas porque elas não gostam de ver produtos delas mesmas concorrendo entre si. Tipo assim... imagina só um Gol L, todo peladão lá em 1988, oferecendo o motor 2.0 e a caixa de 5 marchas do GTI! Claro que a Volkswagen não iria oferecer isso oficialmente, mas se você tivesse um bom argumento e uma graninha extra, certamente teria o seu pedido atendido. Por debaixo da mesa, por trás das cortinas. Era isso ou viver a vida de tuning, preparação. Acho que é por isso que eu nunca dei valor pra originalidade.

    Isso é uma bizarrice que raramente é oferecida, porque a montadora quer o lucro da maneira mais imediata possível. Outro dia entrei no site da Volkswagen USA, e quando fui configurar alguns modelos no build your own (monte o seu), fiquei puto por saber que o Jetta (o sedan de tiozinho rsrs) tem opção de câmbio manual 6 marchas, mas justamente os "super esportivos" GTI e R-line não possuem tal opção! Sendo que, na geração passada, ambos tinham a opção da caixa manual 6, num carro turbo com 300 cv redondinhos, sobretudo o R-line por ser tração integral.

    Hoje eu sou muito mais esperto para essas configurações de carros. Eu pesquiso tanto que, depois de muito tempo, fui descobrir que a Chevrolet no Brasil finalmente oferece uma caixa manual de 6 marchas nos carros deles. Só que... com aqueles motores estranhos e a maldita correia de borracha fritando no óleo quente. Ou seja, se você está arriscando comprar algum "lixolet" hoje, deve ser somente por esta caixa. Embora deve ser mais fácil comprar ela avulsa pra fazer swap de câmbio naquele velho Corsa ou Montana de projetinho. E um VHC dando sopa por aí consegue ser tranquilamente adaptado nos mancais.

    Ao menos eu não sou um mané que compra carro por emblema e sigla. Eu olho detalhes mais técnicos e complexos da plataforma antes de fazer qualquer julgamento. É por isso que venho ponderando entre comprar um Kadett ou Omega recentemente. Se eu quisesse poderia me atirar no primeiro Chevette sucatão pela frente, mas existem incontáveis opções pelo caminho. Felizmente, jogar o Gran Turismo 2 me dá ao menos uma prévia da performance de alguma coisa parecida com o que eu procuro. A vida real é bem diferente do que nossos melhores amigos podem nos contar. Estamos sozinhos mesmo. Sobretudo pra escolher carros.

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