Não lembro como foi - até porque mal tinha completado meu primeiro ano -, mas sempre soube que o lançamento do Omega foi algo muito marcante. Aqueles eventos que chamam a atenção pra valer. E de fato foi, meus amigos e amigas!
Primeiro, pela apresentação do carro que concedeu a justa aposentadoria ao Opala, carro que, apesar de muitas virtudes, já estava bastante cansado e não seria um bom concorrente para os importados que começavam a chegar aos montes depois da reabertura do mercado às importações, lá em 1990. Apesar de resistente e com público cativo, era natural imaginar que o ciclo dele caminhava lentamente para o fim - como o do Chevette, que desapareceu em 1993 para dar lugar ao Corsa.
Segundo, pelo nível de tecnologia embarcada em um veículo nacional, à começar pela injeção eletrônica disponível em todos os modelos da linha e que, salvo engano, foi o primeiro produzido no Brasil cuja linha era toda injetada. E, em terceiro, era um carro muito classudo, largamente utilizado como veículo de frota (inclusive governamental) e de representação. Um carrão!
Primeiro, pela apresentação do carro que concedeu a justa aposentadoria ao Opala, carro que, apesar de muitas virtudes, já estava bastante cansado e não seria um bom concorrente para os importados que começavam a chegar aos montes depois da reabertura do mercado às importações, lá em 1990. Apesar de resistente e com público cativo, era natural imaginar que o ciclo dele caminhava lentamente para o fim - como o do Chevette, que desapareceu em 1993 para dar lugar ao Corsa.
Segundo, pelo nível de tecnologia embarcada em um veículo nacional, à começar pela injeção eletrônica disponível em todos os modelos da linha e que, salvo engano, foi o primeiro produzido no Brasil cuja linha era toda injetada. E, em terceiro, era um carro muito classudo, largamente utilizado como veículo de frota (inclusive governamental) e de representação. Um carrão!
Sim, o Opala teve um substituto a altura de sua carreira, mas, infelizmente, o Omega vendeu apenas 93.282 unidades, não teve o mesmo sucesso, quase um décimo da produção total do Opala. Mesmo assim, era um carro fantástico, moderníssimo e perfeitamente utilizável até hoje. E sem fazer feio.
E por não me recordar do lançamento do grande sedã da Chevrolet, recorri a esta revista Panorama de agosto/1992- publicação da General Motors do Brasil e distribuída aos funcionários e à imprensa - totalmente dedicada ao lançamento. Nas próximas páginas nós podemos perceber o tamanho do orgulho da fabricante com o resultado final do seu produto.
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| Notem o perfil de clientes que o Omega pretendia alcançar |
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| Primeira vez que vi esse painel digital fiquei surpreso! Era muita tecnologia para um menino sem computador! |
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| Não ria: disc-laser e painel digital - até mesmo no toca-fita - eram coisas moderníssimas naquele 1992. |
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| Curioso é que o Monza nunca teve catalisador: saiu de linha em 1996, um ano antes de as regras antipoluição ficarem mais rígidas. |
A publicação, cuja íntegra você vê aqui, é um pequeno demonstrativo do frisson causado pela chegada do novo Chevrolet. De fato, a fábrica vivia seus melhores e mais prósperos tempos (em todos os sentidos) e toda a linha era muito interessante. O passado não volta, mas cá estamos para lembrar de uma época muito interessante do mundo automotivo, à exemplo do Omega, talvez o melhor automóvel já fabricado no Brasil. Duvida? Pergunte a quem tem um!
























Omega teve duas fases. Na fase 1 (modelos 1993, 1994, 1995), os motores eram os 2.0 e 3.0 litros. Na fase 2 (1996, 1997 e 1998), eles foram substituídos pelos 2.2 e 4.1 litros.
ResponderExcluirEra moderno? Era. Mas quando chegou aqui, ele já havia saído de linha na Alemanha, substituído pelo Omega "B". Faz pouco tempo que vi num canal do youtube, um maluco que conseguiu colocar a caixa manual de 5 marchas no Omega B. É o mesmo entre-eixos de 2.73 m de comprimento para as duas gerações, o que garante que muitos ainda rodem pela disponibilidade de peças; só requer uma adaptação da capa seca do câmbio, suportes e pedal da embreagem, porque nós recebemos o "facelift australiano" Holden Commodore com motor V6. Enfim, ele já era uma salada mista original de fábrica nessa época hehehe.