Um dos meus carros nacionais prediletos é o Monza. Ele tem uma história das mais interessantes: vendeu mais de 850.000 unidades entre 1982 até 1996 (quando foi aposentado de forma digna pelo Vectra, outro dos meus prediletos), foi o automóvel nacional mais vendido entre os anos de 1984 até 1986, foi tricampeão do título "Carro do Ano" da revista Auto Esporte (1983, 1987 e 1988), foi o primeiro carro à álcool com injeção eletrônica do mundo (1991, do modelo single point) e outras façanhas que nem me lembro agora...
Mas não é só por conta do histórico, mas também pelo conforto, potência (à exceção da versão 1,6, essa não muito bem lembrada por dever um pouco mais de força), acabamento (especialmente o Classic) e uma tranquilidade repousante ao dirigir. É bom ter um Monza e uma estrada aberta para andar rápido e com conforto e segurança.
O Santana, carro também excelente, tem um comportamento mais firme e esportivo, digamos assim (especialmente com o bom motor 2000); o Monza é pensado para ser confortável acima de tudo - e se o câmbio automático dele tivesse 4 velocidades, ah, seria imbatível... Mas, como ele não teve, prefiro a transmissão de 5 velocidades, com bom escalonamento e engates que considero bons. Se você prefere conforto como eu, vá de Monza e seja feliz.
Mas em 1982, ano do lançamento, o carro chegou até tímido, não mostrou todo o seu potencial de luxo e conforto assim, de pronto. Tivemos, primeiramente, a versão hatch equipada com motor 1,6 (o sedã e a versão 1,8 viriam no final do ano), que, se não era das mais rápidas, chamava a atenção pela modernidade do projeto. Aquela aura de carro mundial deixava as pessoas bastante curiosas.
Enfim, por falar em curiosidade, deixarei vocês na companhia de José Luiz Vieira e da Motor-3 de julho de 1982, edição com o primeiro teste completo do interessante Monza. Leia e divirta-se!
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Melhor revista de automóveis editada no Brasil. Dispensa maiores comentários. |
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O interior era um pouco "pobre", os instrumentos também; tais problemas foram resolvidos em 1985, quando chegou às revendas o modelo 1986. |
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Celso Lamas é uma das lendas do design nacional. Não o conhece? Pesquise sobre ele, vale a pena! |
Sim, o carro era meio soneca e deixava a desejar no consumo se comparado aos concorrentes da época. Entretanto, era só o começo da história desse interessante veículo nacional, que, ao longo dos anos, tornou-se cada vez mais interessante. Duvida? Qualquer dia desses eu publico aqui mais testes do Monza pra gente ler junto, o que acham?