domingo, 11 de setembro de 2016

Tabela de regulagem de carburadores Solex e DF Vasconcelos

Os mais novos talvez não lembram; os entusiastas e os mais experientes conhecem: o carburador. Antes da invenção da injeção direta de combustível (mecãnica, depois assitida eletronicamente), esse interessante engenho fazia o importante papel de misturar o combustível ao ar para entregar aos cilindros a mistura necessária ao bom funcionamento do motor.
 
Vantagens e desvantagens do carburador não caberiam num blog; poderíamos aqui enumerar prós e contras e a conversa ia muito longe. Porém, em benefício da objetividade - e sempre com o intuito de ser útil aos leitores(as) deste modesto epaço, hoje publico esta tabela, publicada na extinta revista Oficina (da Editora Abril, depois denominada Oficina Quatro Rodas), na edição de janeiro/feveiro de 1976.
 
A tabela conta com os principais detalhes da boa regulagem dos carburadores da Solex e da DFV (DF Vasconcelos), inclusive com indicações dos giclês, respiros e boias. Claro, haveremos de dizer que a experência pode indicar medidas melhores do que as eventualmente aqui publicadas - mas, para quem precisa de um norte, a tabela pode ser um bom começo:
 
Aqui vemos os valores referentes aos carburadores da Solex. Reprodução do que foi publicado na revista Oficina, edição n. 21, de janeiro/fevereiro de 1976.

Nesta imagem vemos as especificações dos carburadores da DFV.
Se eventualmente você tem um FNM 2150 ou um FNM Alfa Romeo 2300, um DKW com lubrimat, um Corcel, Maverick, Opala, Volkswagen Sedan, Kombi, Variant, Karman-Ghia, Karman-Ghia TC, TL 1600, 1600 quatro portas, SP-2, Puma 1500 e 1600 GT e Gordini, poderá se servir da tabela referente aos carburadores Solex.
 
Porém, se for o caso de um Dodge Dart, um Charger LS ou R/T, uma Dodge D-100, 400 e 700, uma Simca Chambord (ou Rallye, Jangada e Alvorada), Esplanada (Regente e GTX), Corcel e Belina, Maverick, Galaxie, LTD, Rural e Jeep (Willys e Ford), é caso de ver a tabela da DFV.
 
Enfim, nada melhor que uma tabela para manter o bólido regulado e bem econõmico!

2 comentários:

  1. Valeu pelo post, Douglas !
    Carburadores são práticos, posto que são basicamente mecânicos apenas, sendo possivel sua manutenção pelo entusiasta, ao contrário da Injeção Eletrônica, aonde só se troca peças inteiras geralmente bicos e corpos de injeção. Lembro de um Monza SL/E 1.8 Alcool , ano 1986 que meu pai teve, tirado zero. Esse carro era bom pra andar, porém bebia um absurdo, fazia entre 4 e 5 km/l na cidade (não tinha ar condicionado). Fez as revisões todas durante os 3 anos que teve ele, porém as CSS diziam sempre não haver nenhum problema, que estava normal. Hoje por incrível que pareça ainda ocorre isso, de alguns carros, injetados, terem consumos altissimos aparentando estar tudo OK.

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    1. Obrigado, Xracer! Sempre um prazer vê-lo por aqui!

      O carburador me dá essa sensação de nostalgia; lembro do Chevette DL do meu avô e ele, naturalmente, tinha carburador, que trabalhava até que bem (era a gasolina, consumo mais comedido).
      Meu Volks 1977 tem um Solex PIC-30, carburador fácil de lidar, intuitivo e robusto, só tomar cuidado com a altura da boia, mantê-lo limpo e ser feliz!

      Agora o álcool tem esse defeito aborrecido, o consumo sempre muito alto (o 250-S fazia 3,5 na cidade quando movido pelo combustível "verde"). Um amigo meu tem um Monza SL/E 1986 (primeira fase) que alcança fácil 12 km/l de gasolina, uma delícia de guiar. Agora tem carro moderno que não chega nessa média, infelizmente. Coisas da indústria automotiva...

      Grato pela vista e um abraço!

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