domingo, 8 de maio de 2016

Catálogo da Semana - Dodge Magnum 1980

Para falar do Magnum 1980 eu os convido para voltar ainda mais no tempo, precisamente em 1978. Naquele ano a Chrysler do Brasil (ainda Chrysler e não como subsidiária da Volkswagen Caminhões) resolveu colocar no mercado uma de suas maiores renovações de estilo e de versões.
 
O Magnum que hoje falamos lembra um pouco, no conceito, o Charger LS (até 1972 só Charger) e Dodge Gran Cupê, pois o cupê lançado em 1979 tinha uma alta dose de luxo, mas com alguma esportividade.
 
Para 1980, como vocês podem percebr, a novidade era o teto solar com controle elétrico, coisa inédita no Brasil, denominado de sun roof pelo pessoal do marketing da fábrica. As padronagens de tecido e as faixas laterais (agora frisos mais discretos e delgados) também eram novidades.
 
 


 
 
O interessante catálogo, disponibilizado no igualmente interessante site Old Cars Manual Project, retrata o luxo e o conforto desta versão, muito mais luxuosa e cara do que o Charger R/T 1980. A informação que nele não consta, e nós informamos, é que o Magnum, para 1980, poderia ser entregue nas seguintes cores: branco ártico (SW-1), bege camurça (TT-4), prata tibet (TA-3), cinza poly (TA-4), azul geada (TB-2) e marrom calcutá (TT-8). Itens como o ar-condicionado e a transmissão automática eram opcionais.
 
Independente da cor, seria ótimo ter um destes na garagem...


quarta-feira, 4 de maio de 2016

GP da França de 1973

Se você é como eu, um saudosista incorrigível, deve se imaginar como eram as corridas há uns quarenta ou cinquenta anos atrás, em tempos mais românticos (ou menos movidos por patrocínios ou altas doses de marketing esportivo), certamente vai se interessar neste vídeo, do GP da França, válido para o campeonato de Fórmula-1 de 1973.

O pódio, com o inesquecível Peterson; Cévert, à direita, perderia a vida num acidente naquela temporada.
O interessante circuito de Paul Ricard, que está fora da categoria máxima desde 1990, sediou, em 1º de julho a prova que vocês puderam assistir. E para quem não viu, conto que a prova foi vencida pelo saudoso Ronnie Peterson, num Lotus-Ford, seguido por François Cévert (Tyrrel-Ford) e Carlos Reutmann (num Brabham-Ford). José Carlos Pace chegou em 13° com sua Surtees-Ford; Wilson Fittipaldi alcançou o 16º lugar com sua Brabham-Ford; Emerson Fittipaldi sofreu um acidente na 41º volta e o seu Lotus-Ford, severamente avariado, não pode completar as 54 voltas.


domingo, 1 de maio de 2016

Catálogo da Semana - Ford Corcel II Van (1982)

Tempos atrás nós conversamos sobre esta interessante e pouco comum versão da Belina, a Ford Corcel II Van, ou Furgão Belina, se você preferir chamá-la. dissemos que era uma versão anterior à Pampa, simpática perua feita com base na própria Belina, mas com a vantagem de ser uma picape de caçamba aberta; também comentamos que era uma rara versão, com suspensão reforçada e interior espartano, com sarrafos de madeira na porção posterior do assoalho, para facilitar a distribuição da carga.
 
Igualmente dissemos que a Corcel II Van (é que na época, exatamente até 1987, a Belina tinha o nome vinculado ao Corcel, depois passou a ser a Del Rey Belina) tinha a opção de ser a álcool ou gasolina, com poucos - mas úteis - opcionais. E que poucas foram vendidas na época, menos ainda sobreviveram ao passar dos tempos.
 
O que faltou na época, e agora corrigimos, foi compartilhar este belo achado, do excelente Old Cars Manual Project, do catálogo de vendas da Ford Corcel Van II, onde extraímos mais informações - e uma bela foto em cores -  da curiosa e rara Belina Furgoneta:
 

Curiosamente, se a gente comparar a Ford Corcel II Van álcool com a versão mais luxuosa da Belina (a LDO), a furgoneta é exatamente 52 kg mais leve (a mais cara pesava 997kg, segundo a revista Auto Esporte de janeiro/1982), com uma relação peso-potência ligeiramente mais favorável (14,10 kg por cavalo de potência ante os 14,88 kg por cv), mas era especificada para levar a mesma quantidade de carga. Antes de colocar os números na ponta do lápis eu pensava que a Van levava muito mais carga que a LDO...
 
Talvez isso explique a pouca venda da versão, pois a Pampa levava facilmente 600kg de carga, com a vantagem de ter um tanque de 76 litros, muito útil naqueles tempos em que os postos de gasolina fechavam nos finais de semana...