domingo, 6 de julho de 2014

Propaganda da Semana: Volkswagen Gol Copa (1982)

Reconheço que não sou grande fã do futebol. Nada contra, absolutamente, é questão de gosto pessoal, mesmo. Apesar de torcer para alguns times, e eventualmente acompanhar a tabela das séries do campeonato brasileiro, não costumo me inteirar do assunto.

Contudo, gosto das Copas do Mundo. Claro, não perco as corridas de Fórmula-1, mas eventualmente paro para ver um jogo da Copa, partidas que, por sinal, costumam ser interessantes. Sabem como é, o evento tem seu charme, seu magnetismo, tanto que é capaz de chamar a atenção de um automobilista empedernido.

Pensando nisso, alguém da Volks teve uma ideia interessante: e que tal associar o nosso Gol à Copa? Sim, gol e copa são termos muito afins, um é direta consequência do outro - e o sucesso não poderia deixar de aparecer.

Além do mais, vale acrescentar mais um dado: hoje o Gol é um grande campeão, vendeu mais que o mítico Fusca, está à venda por 34 anos (ainda que, em sua essência, sejam carros tremendamente diferentes) e com público cativo.

Mas lá em 1982  a situação não era das melhores. O Gol nasceu discreto, pouco sucedido, vítima de um mirrado motor 1,3 refrigerado a ar, herança do simpático Fusquinha, donde o seu desempenho anêmico e consumo apenas razoável. A chegada do motor 1,6 (o 1600 "a ar") trouxe esperança à linha - e nada melhor do que uma série especial para levantar a moral do substituto do Fusca.


A copa de 1982 foi sediada na Espanha, donde o uso do espanhol no anúncio (fonte: propagandadecarros.com.br)

El Gol Copa era, em verdade, um LS 1600 com interessantes detalhes de acabamento, tanto internos quanto externos. Por fora, uma faixa exclusiva percorria a lateral, com o dizer "copa"em letras maíusculas. Para-choques com polainas plásticas, rodas de liga leve (utilizadas pela Parati e Voyage LS), um par de faróis de milha (um tanto vulneráveis às pedras e buracos do caminho), além de uma pintura azul-metálica bem bonita.

Por dentro, padronagem em desenho diferenciado, com detalhes de acabamento semelhantes ao Voyage e Parati mais equipados. No painel, um conta-giros (mal localizado) e um relógio. O volante, de tamanho menor do que o padrão, era o mesmo utilizado pelo Passat TS.

Dois detalhes curiosos: ao invés do nome da versão, a Volks providenciou o desenho de uma bola de futebol, item de acabamento bastante raro de se achar. O vidro traseiro também ostenta novidade, um adesivo escrito "copa" em sua porção inferior, detalhe semelhante ao utilizado pelo Gol GT tempos depois.

A série foi limitadíssima, poucos deles sobreviveram, os remanescentes são disputados a tapa pelos colecionadores (tudo bem, eles não se estapeiam, mas, convenhamos, é um carro bem desejado). E apesar de ser uma discreta tentativa da VWB, fez um tremendo sucesso: afinal, quantas séries especiais já foram lançadas mais de uma vez?

O Gol teve um começo difícil. Mas teve - e ainda tem - uma interessante e bem-sucedida história pra contar.

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