sexta-feira, 2 de maio de 2014

Propaganda da Semana: Ford Maverick (1975)

Cena típica, quase clichê: pare um Maverick V-8, preferencialmente com o motor borbulhando em marcha lenta, em um local movimentado - não demorará cinco minutos (talvez menos) para alguém perguntar: "bebe muito?"

Outros, no entanto, preferem decretar: "Ess'aí faz três com um litro de gasolina", ou até mesmo "gasta um litro de gasolina só para dar a partida". Já testemunhei um sem-número de vezes esta cena, e os donos de V-8 certamente se fartam de tanto ouvi-las.

Certo, certo: o Maverick não é um carro essencialmente econômico. O V-8 302 foi projetado em tempos anteriores ao da crise do petróleo, o que faz dele um motor tremendamente robusto, mas um tanto quanto gastador. E o seis cilindros utilizado entre 1973-1975 também não era um exemplo de eficiência. Há quem o ame, mas há quem o deteste.

E nesse climão de crise petrolífera, carros grandes e de motores saudáveis exigiam muita liberalidade do dono, principalmente no momento de pagar a conta do posto. Em tempos de crise, até uma pacata motocicleta de 125cm³ pode gastar demais...

Mas a Ford, esperta que só, lançou, lá em 1975, um excelente motor de quatro cilindros, o 2300, capaz de gerar saudáveis 90cv (brutos) de potência, com consumo de combustível compatível com aquele momento.

E para confirmar a tese, a empresa americana colocou um Maverick sedan, com uma bureta e hodômetros de precisão, na pista de Interlagos (traçado antigo - eh saudade!), e o resultado foi este:


Claro, o teste é um tanto quanto "irreal", pois o Maverick certamente foi muito bem regulado, guiado por experientes motoristas e em condições de pista muito favoráveis. Na rua, no campo de verdade, esperaria algo entre 8,5-9,5 km/l, uma média interessante naqueles tempos.

Agora, se você é o feliz proprietário de um belo Maveco sedan 2300 1975, já vai poder responder aos interlocutores sobre o consumo do carro... Se bem que, em verdade, o importante não é quanto que um carro faz com um litro (ou galão) de gasolina, mas como ele gasta o seu combustível...

2 comentários:

  1. Muito bom o post, mas, apesar de eu não ter um Maverick, ta ai uma coisa que eu não gosto muito de ouvir "-bebe muito...", ou então "quanto você gastou para deixar esse antigo filé..." é claro que alguns não fazem por maldade, mas alguns extrapolam, nos comentário, eu acredito que se você tem um carro antigo, você o tem por prazer, e não fica contando o quanto já foi gasto para o deixar do seu jeito, eu mesmo não faço isso com o meu Corcel (e o pessoal vive perguntando e enchendo o saco...), isso é um prazer e não importa o quanto eu já gastei, e como você já disse "o que importa é como ele gasta o seu combustível...", isso para mim se resume em: "o prazer não tem preço!"

    Haha!

    Abraço!

    ResponderExcluir
  2. Pois é, Welton, há quem veja no automóvel um investimento financeiro; eu não penso assim. Salvo raríssimas exceções, não se recupera o valor de compra de um automóvel nem quando ele se torna um clássico com "chapa preta".

    O que importa mesmo é ter o carro que se quer, deixando-o do jeito que se deseja, e, infelizmente, isso custa mais caro do que deveria.
    Mas é uma enorme satisfação ver um carro muito estragadinho - mas com enorme potencial - se transformando num carro tão perfeito quando saiu da fábrica, às vezes até melhor.
    O automóvel pode até custar caro, mas o prazer, como você definiu, não tem preço!

    Obrigado pela visita e pelo comentário!

    ResponderExcluir

Este espaço está sempre aberto para sua colaboração.
Os comentários são sempre bem-vindos.