segunda-feira, 21 de abril de 2014

Propaganda da Semana - Roda Ltda. (Florianópolis/SC)

Esse negócio de incrementar a caranga vem desde há muito, bicho. Afinal, que graça tem em ter um carro igual aos milhares que uma fábrica despeja diariamente das suas linhas de produção?

Nos tempos em que não havia a película plástica aplicável aos vidros, o jeito era ter um vidro fumê, ou raibã, como a Chevrolet costumava denominar. E investindo nessa onda, a Roda Ltda., antiga casa de acessórios da capital catarinense, fazia seu jabá nas páginas do jornal O Estado, edição de 05/01/1974:

Saca só que caranga invocada, bicho!
Pneus balão, rodas de magnésio, bancos reclináveis de encosto alto, toca-fitas com equalizador e outros equipamentos eram bastante úteis para quem queria se destacar dos demais. Ah, sem falar nos volantes esportivos, de tamanho reduzido, muitos deles de péssima empunhadura, mas de visual bastante joia...

Eram outros tempos, claro. Estes equipamentos, em muitas vezes, hoje provocam o riso - mas eram tremendas novidades. E você, leitor (a) com memória boa, quais eram os equipamentos do seu tempo?

4 comentários:

  1. Douglas,

    Lembro-me do "peito de aço" que meu pai pôs em sua (magnífica, última série) Brasilia LS 82. Hoje eu me pergunto, para que peito de aço, protetor dianteiro inferior num carro com motor traseiro ?

    Os volantes esportivos da época eram mais que justificáveis, pois os originais eram terrivelmente finos e grandes, de péssima empunhadura, só justificáveis porque as direções eram pesadas, na maioria das vezes sem assistência hidráulica. No meu primeiro carro, Chevette LS Hatch 1980, eu troquei o volante por um de menor e de aro mais grosso e embora ficasse mais pesado pra virar ficou muito melhor pra dirigir.
    Hoje em dia quase não se troca volantes, os originais já são muito bons, quando muito os donos colocam os volantes de versões superiores do carro, ou de carros de mesma marca melhores.

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  2. Pois é, acessórios são comuns, cada qual em sua época. Não me lembro de ver uma Brasília com peito de aço (aliás, gosto muito das LS 1982, ainda não me conformo com o fato de a VW ter matado o carro errado), mas, por um lado, ajudava a proteger o "bico" do carro.

    É verdade! Alguns volantes de fábrica eram péssimos; o baquelite, por exemplo, é escorregadio quando a mão fica muito suada, e alguns volantes da época são muito interessantes. Mas me lembro de ter visto um tão pequeno, mas tão pequeno que mal se podia encaixar as mãos para guiar, nem sei como o cara conseguia guiar o Fusca, hehe.

    Hoje é raro, só conheço um carro seminovo (um Ecosport 2011) com volante esportivo, mas o carro não tem airbag. O dono diz que acha meio sem graça o volante da Ford, e ele descascou com menos de dois anos de uso.

    Obrigado pelo comentário!

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  3. Putz isso não é do meu tempo, mas acabei de ganhar um Corcel coupe 1975 do meu pai, e veio com um volante pequeno Panther (que o último dono havia colocado), e está com rodas esportivas de época calçadas com pneus 175/70, porra velho, é uma dureza de manobrar rapaz, e eu estou pretendendo colocar pneus 185/70 (fica mais bonito), mas esse volante é ruim de mais, fora também que não combina com o Corcelzão (pelo menos não para mim, é gosto rsrs...), e ainda ta esfarelando a borracha da empunhadura, (por ser muito antigo!), vou voltar o volante de baquelite original, (já estou acostumado, o meu pai tem um Corcel 73 com o volante original e nunca tive problemas, em dirigi-lo).

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    Respostas
    1. Os volantes da Panther são clássicos, Welton. Muito comuns naquela época, alguns muito, muito pequenos! E quanto menor o volante, mais força para esterçar...

      Prefiro sempre o original, o da linha Corcel é simples, mas bonito - e deve ser muito mais fácil de lidar nesse trânsito do dia-a-dia.

      E parabéns pelo seu Corcel! É um ótimo carro, desenho muito bonito e de uma durabilidade muito grande. Pena que eles estão ficando mais raros na paisagem urbana.

      Obrigado pela visita, e o espaço está às ordens!

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