sábado, 4 de dezembro de 2010

19º Encontro Sul-Brasileiro de Veículos Antigos (Parte II)

Prosseguindo a série de modelos presentes no evento, vamos aos meus preferidos: os Chrysler. Sem  querer melindrar os demais automobilistas, mas já melindrando, os Chrysler são Chrysler! Bem, gosto não se discute. Podem não ser perfeitos (como nenhuma máquina o é). Mas chegam perto...

R/T 1977 Branco Valença  em estado de 0km!
Meus leitores, este R/T é deslumbrante! Parecia que estava no stand da Meyer Veículos, concessionário Chrysler de Florianópolis. A combinação de cores Black and White é bastante interessante, ainda mais quando se fala num modelo destes.

Mecanicamente falando, os R/T (de Road and Track) de 1977 tinham como novidade a menor taxa de compressão do motor: de 8,4:1 passou a 7,5:1. Tal redução implicou na perda de potência (215cv para 205cv), e é explicada pela famosa crise do petróleo.  Explico-me: na época os motores de alta taxa de compressão precisavam usar a gasolina azul, com mais octanos- portanto permitindo maiores taxas. Não que o R/T não pudesse usar a gasolina amarela em emergências; mas o uso da amarela ela inviável para quem queria desempenho.

Acontece que a gasolina subiu escandalosamente de preço, fazendo com que a azul se tornasse um produto de luxo- nem sempre disponível nos escassos postos da época. Como os outros concorrentes diretos do possante já usavam a gasolina amarela, sabiamente a Chrysler deu uma “amansada” em seu motor. Nada, porém, que inviabilizasse seu uso esportivo.

Voltando ao evento: este exemplar, o qual dispõe da chapa preta, é impecável! Não resisti a tentação e cheguei a posar ao lado deste deslumbrante modelo.
Interessante composição desta foto: o SP-2, com seu motor VW e seus 1,07 metros de altura contrastando com o V8 318 e 1,39 metros de altura. Duas escolas de contrução de esportivos radicalmente diferentes.
R/T 77 Prata Monterrey e interior vermelho: quantos iguais a este você conhece?

Outra novidade para a linha 1977 é o interior em couro vermelho. Esta combinação Prata Monterrey e interior vermelho é bastante rara;  não conheço mais do que 3 desses no Brasil. Felizmente, o modelo da foto é um exemplo de conservação. Todo original e ainda ostenta os selos do controle da fábrica no pára-brisa do carro. Um R/T impecável, muito original, e com interior em excelente estado!  
Os famosos selos de controle de qualidade da Chrysler. No reflexo, o atônito fotógrafo em ver tal detalhe...


Para muitos, o ano de 1978 foi o último ano dos Charger, haja visto o número de modificações que o modelo 1979 tinha em relação a este. Divergências à parte, 1978 para o Charger R/T foi um ano de mudanças.

Uma das mais relevantes foi o novo  teto de vinil, que passou a ocupar apenas a seção posterior do teto. O revestimento de vinil "Las Vegas", também utilizado pelo Opala na década de '70/80, deu um charme extra para o veículo. Este teto poderia vir em três cores: preto, branco e caramelo - as quais combinavam com as opções de revestimento interno preto, vermelho e caramelo.

As seis opções de cores disponíveis para a linha R/T '78: Azul Capri (PR2), Branco Madagascar (PW1), Bege Indiaino (NT2), Castanho Trípoli (PT4), Ouro Toledo (PT1) e Vermelho Verona (PE7). As faixas laterais do '78 também eram diferentes, passando a ocupar a seção inferior da carroçaria do Charger. Por conta disso o emblema "Charger R/T" passou a ocupar a coluna "c" do carro.

Detalhe da frente do Charger R/T '78.
Notem o acabamento metálico do revestimento em vinil- e o emblema "R/T"
A unidade exposta no evento era de se tirar o chapéu: a placa preta indica a originalidade deste 1978! Não faltou sequer o manual do proprietário! Internamente o Charger estão tão imaculado quanto por fora- e o interior reserva uma agradável surpresa para o tórrido calor de Floripa: condicionador de ar.


No segundo dia do evento o Charger R/T foi colocado dentro da arena multiuso, perfilando entre outros clássicos, a exemplo do Jaguar XJ6 1971 que aparece em segundo plano.

Notem as calotas em aço inox comuns a versão GL.
Outro Dodge que merece destaque é este Polara GL 1981 Marrom Asteca. O Polara está num estado de conservação que por sí só chama muito a atenção! Este veículo ainda possui a nota fiscal (curiosamente emitida pela revenda Carro do Povo/RS- coisas da absorção da Chrysler do Brasil pela VW), o manual do proprietário e o manual do rádio. Outro detalhe: o auto é equipado com transmissão automática, o que faz dele um Polara bem equipado.

No alto do painel estão expostos os documentos do carro,a exemplo do manual do proprietário.
Le Baron 1979: impecável!

Dart Cupê 1979: Carro muito bem cuidado, e com ar-condicionado.
R/T 1973 Branco Polar: impecável

Por fim,e não menos importante, deixo para falar deste belo R/T 1973 Branco Polar. Tive a oportunidade de conhecer este carro por dentro à convite do gentil proprietário do Dodge ( faço questão de agradecê-lo em público!), e vi o quão é bom um carro destes. O interior impecável e os bancos revestidos em couro de conforto superlativo são um convite à uma bela viagem! O motor funcionava com a precisão de um relógio Rolex, com marcha lenta estável. Uma bela máquina!

Aguardem as próximas postagens: tem muito mais fotos vindo por aí...

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